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História das Terapias Cognitivas no Rio de Janeiro

O Desenvolvimento da Terapia Cognitivo-Comportamental no Rio de Janeiro

Por Eliane Mary de Oliveira Falcone e Bernard Pimentel Rangé

Tudo começou com a Condutoterapia

A terapia cognitivo-comportamental no Rio de Janeiro tem as suas origens no enfoque comportamental, com uma prática primordialmente clínica. Durante os anos 1960, Geraldo da Costa Lanna (1928-2012), da Universidade Gama Filho e Octávio Soares Leite (1928-1991), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, dedicaram-se a prática da terapia comportamental, referida como “condutoterapia”, termo criado por Geraldo Lanna (Rangé & Guilhardi, 1995). Ambos exerceram um importante papel no início do movimento comportamental, que mais tarde viria a reunir uma considerável quantidade de adeptos. Dentre esses adeptos destaca-se Bernard Rangé que, ainda graduando de psicologia, foi aluno de Octávio Leite nas disciplinas de Psicologia Experimental e Aprendizagem Humana. Através dos ensinamentos de Octávio, ele teve oportunidade de conhecer vários autores ilustres, dentre os quais os mais conhecidos eram Albert Bandura e Joseph Wolpe. O primeiro, com sua teoria de Aprendizagem Sócio-Cognitiva até hoje considerada, especialmente quanto aos conceitos de Modelação e de Autoeficácia. O segundo, famoso por criar a técnica de Dessensibilização Sistemática, baseada no Princípio de Inibição Recíproca, muito utilizada no tratamento de fobias. Rangé também participou de um grupo de estudos coordenado por Octávio Leite. Na mesma época iniciou estágio supervisionado por Myriam Vallias de Oliveira Lima, qu e acabara de regressar de uma temporada de estudos com Wolpe e estava atendendo e supervisionando na abordagem comportamental. Essa experiência teve grande influência na escolha de Rangé, uma vez que essa prática clínica era fundamentada em fatos, fazia previsõe s que se confirmavam ao final dos atendimentos e tornava a relação terapêutica mais cooperativa. Posteriormente, já como professor da PUC-RJ, Rangé se vinculou ao grupo de comportamentalistas de São Paulo a partir da II Reunião da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP), ocorrida em Ribeirão Preto, em outubro de 1971, onde conheceu figuras ilustres da análise do comportamento, como João Claudio Todorov e Thereza Mettel. Esse foi o início de um intercâmbio profícuo entre Rangé e vários profissionais ligados à análise do comportamento. Rangé concluiu o mestrado com a orientação de Thereza Mettel. Durante os anos 1970, Eliane Falcone e Carlos Eduardo Brito, ambos graduandos de psicologia, iniciaram estágio em terapia comportamental com a supervisão de Geraldo da Costa Lanna no CORPSI (Centro de Orientação Psicológica), situado na Lagoa - RJ e se tornaram os seus principais pupilos. Lanna era admirado por sua inteligência brilhante e por sua vasta cultura, que impressionava até os profissionais de outras abordagens teóricas. Sua postura atenta e crítica às afirmações desprovidas de dados empíricos e aos textos de discursos confusos, considerados por muitos como “sofisticados” ou “profundos”, era uma de suas características marcantes. Lanna foi um dos responsáveis pela vinda de Joseph Wolpe nos anos 1960 e, posteriormente, de Victor Meyer nos anos 1980, ao Rio de Janeiro. Meyer era professor e pesquisador da Universidade de Londres e se tornou muito popular por criar e comprovar experimentalmente a eficácia da técnica de prevenção de respostas (hoje conhecida como prevenção de rituais) no tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo. Uma das afirmações mais memoráveis de Lanna era: “Se você não compreende o que está escrito em um texto, é porque ele não foi bem escrito e não porque você foi incapaz de compreendê-lo”. Outra mensagem que ele costumava repetir aos seus alunos era: “Ao ler as afirmações críticas atribuídas a alguma teoria, procure conhecer mais sobre essa teoria em textos originais, uma vez que essas afirmações podem ser infundadas.” Seus maiores legados foram o respeito ao conhecimento científico e o senso crítico na assimilação de novas teorias. Eliane Falcone e Carlos Eduardo Brito tiveram o privilégio de aprender a prática da terapia comportamental sob a supervisão de Lanna e, como não poderia ser diferente, de adotar a sua postura crítica ao modelo psicoterápico descompromissado com as evidências empíricas. Em uma época em que a terapia comportamental inexistia na grade curricular das universidades do Rio de Janeiro e que a disciplina “Behaviorismo” costumava ser ministrada por professores não familiarizados com o tema, a visão dessa abordagem era geralmente transmitida de forma deturpada e negativa. Em outras palavras, os alunos aprendiam a detestar o que de fato desconheciam. Assim, a afirmação de ser um terapeuta comportamental ou um condutoterapeuta costumava ser recebida pelos psicólogos com desconfiança. Entretanto, essa experiência era compreendida como um desafio estimulante para os jovens seguidores de Lanna que adoravam se envolver nos debates acadêmicos, seguindo na contramão do padrão teórico/clínico vigente, respaldados pelos ensinamentos do grande mestre. Em 1981 chega ao Rio de Janeiro um professor austríaco, Harald Lettner, que foi contratado na PUC-Rio por Bernard Rangé, então Diretor do Departamento de Psicologia desta instituição. Lettner permaneceu no Brasil por 10 anos, tempo suficiente para dar um novo impulso ao movimento da terapia comportamental no Rio de Janeiro (Rangé & Guilhardi, 1995). O ingresso de Lettner no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da PUC permitiu a formação dos primeiros mestres em psicologia clínica a partir dos anos 1990, tendo Helene Shinohara, Eliane Falcone e Monique Bertrand como suas primeiras orientandas. Entretanto, o ensino da terapia comportamental ainda se dava, de forma mais ampla, nas clínicas ou consultórios particulares, através de cursos de formação com supervisão de casos clínicos. O Instituto de Psicoterapia Comportamental (IPC), fundado no início dos anos 1980 e dirigido por Carlos Eduardo Brito e Harald Lettner, contribuiu para a formação de vários profissionais, dentre os quais se destacaram Maurício Canton Bastos, Mônica Duchesne, Maria Alice Castro, Lucia Novaes e Sandra Salgado. Outros profissionais formados por Eliane Falcone que também se destacaram incluem: Paula Ventura, Monique Bertrand, Denise Rodrigues e Antonio Carvalho. Em meados dos anos 1990, Eliane Falcone continuou a formar terapeutas em parceria com Helene Shinohara, que veio de São Paulo para residir no Rio de Janeiro. Helene foi formada em terapia comportamental por Hélio Guilhardi, da PUC de Campinas. Rangé, por seu lado, também oferecia grupos de estudo e supervisões a partir de 1993, do qual fizeram parte, anos mais tarde, uma parcela significativa dos que se tornariam terapeutas cognitivo-comportamentais originários do Programa de Pós-Graduação da UFRJ, como Ana Claudia Peixoto, André Pereira, Angela Alfano Campos, Fernanda Pereira Hildebrandt, Ingrid Amorosino, Isabela Soares Fontenelle, Maria Amélia Penido, Patricia Pacheco, Angelica Borba, Adriana Cardoso, Raphael Fisher Peçanha entre outros.

A contribuição do modelo cognitivo: uma nova etapa

Durante os anos 1980 o grupo de terapeutas comportamentais do Rio de Janeiro começou a tomar contato com a terapia cognitiva de Beck, através da primeira publicação em português intitulada: Terapia Cognitiva da Depressão (Beck, Rush, Shaw & Emmery, 1982). Até então, os modelos que fundamentavam a prática clínica, além das teorias de aprendizagem, eram os de Albert Bandura, Joseph Wolpe, Hans Eysenck, Stanley Rachman e Arnold Lazarus (Falcone, 2006). Embora esses autores já apresentassem algum conteúdo cognitivo em suas propostas de intervenção, foi o modelo cognitivo de Beck que chamou atenção para uma mudança de paradigma, onde processos cognitivos exerciam um papel mediador entre as experiências e as reações emocionais e comportamentais. Assim, no início dos anos 1990, um grupo constituído por Bernard Rangé, Eliane Falcone, Helene Shinohara, Lucia Novaes, Mônica Duchesne, Paula Ventura e Maria Alice Castro resolveu se reunir para discutir o tema a partir do livro intitulado Anxiety Disorders and Phobias (Beck, Emery & Greenberg, 1985), o qual abordava o modelo conceitual e a terapia cognitiva da ansiedade. A partir dessa experiência, o grupo do Rio de Janeiro passou integrar o paradigma cognitivo à prática comportamental, assumindo o movimento cognitivo-comportamental, o qual já havia se solidificado em outros países (Dobson & Scherrer, 2004). Durante os anos subsequentes, o grupo continuou se atualizando através da participação de congressos no Brasil e no exterior, formando intercâmbios com muitos profissionais da área (Rangé, Falcone & Sardinha, 2007).

A Terapia Cognitivo-Comportamental no contexto acadêmico e nas Associações Científicas: o amadurecimento

Além da inserção do modelo cognitivo em suas práticas, os profissionais do Rio de Janeiro começaram a conquistar espaço na área acadêmica. Esse foi mais um impulso ocorrido nos anos 1990 que contribuiu para a expansão da terapia cognitivo-comportamental (TCC) nos cursos de graduação e de pós-graduação de universidades tais como a UERJ, UFRJ, PUC-Rio, UNESA e UVA. A inserção desses profissionais em Programas de Pós-Graduação favoreceu a formação de vários mestres e doutores que já exerciam a prática da TCC e que passaram a se dedicar a pesquisas na área. Com isso, a quantidade de publicações em livros e em periódicos científicos se proliferou de tal forma que seria impossível mencionar nesse texto. Alguns hospitais como a Santa Casa de Misericórdia e o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE) também começaram a acolher profissionais que até hoje desenvolvem trabalhos de intervenção e de pesquisa em TCC. A década de 1990 também marcou a organização de importantes eventos e associações científicas. Em 1991 Bernard Rangé fundou a Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC), da qual foi o Presidente, tendo Geraldo Lanna como Vice. Essa Associação integrou profissionais de São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas e abriu o primeiro canal de trocas científicas entre grupos de outras cidades do Brasil. Bernard e o grupo do Rio de Janeiro organizou o I Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental, ocorrido em 1992 na UERJ (Rangé & Guilhardi, 1995). Dois encontros internacionais organizados no Rio de Janeiro – o Encontro Internacional de Terapia Cognitivo-Comportamental (1993) e o V Latini Dies (1999), tendo esse último ocorrido juntamente com o II Congresso Brasileiro de Terapias Cognitivas da Sociedade Brasileira de Terapias Cognitivas - SBTC (Hoje denominada Federação Brasileira de Terapias Cognitivas – FBTC) – propiciaram uma troca científica com vários profissionais renomados do exterior, como nunca antes acontecera. Nesse último evento foi fundada a Associação Latino-Americana de Terapias Cognitivas (ALAPCO), da qual Bernard Rangé foi presidente (nas gestões 2002-2004 e 2012-2014) (Rangé, et. al, 2007). O Rio de Janeiro também sediou a Sociedade Brasileira de Terapias Cognitivas (SBTC), hoje FBTC, tendo Eliane Falcone como presidente, no período de 2003-2005. Esse período contribuiu para aumentar a popularidade da TCC no Brasil. Com o objetivo de divulgar a FBTC no Rio de Janeiro foi organizada a 1ª Mostra de Terapia Cognitivo-Comportamental que aconteceu na UERJ, em setembro de 2003, reunindo 600 participantes. O sucesso da 1ª Mostra a transformou em um congresso estudantil bastante popular (Rangé et al., 2007). Em 2012, quando se comemorou os 10 anos desse evento, foi lançado um livro comemorativo organizado por Eliane Falcone, Angela Oliva e Cristiane Figueiredo com o título: Produções em Terapia Cognitivo Comportamental. Essa obra histórica reúne, em 50 capítulos, os principais trabalhos apresentados ao longo desses 10 anos de evento (Falcone, Oliva & Fiqueiredo, 2012; Novaes, 2012; Rangé, 2012). Ainda durante a sua gestão como presidente da FBTC, Eliane Falcone fundou em 2005 a Revista Brasileira de Terapias Cognitivas (RBTC), com a colaboração de Lucia Novaes, Adriana Nunan e Monica Duchesne. Durante quatro anos consecutivos Eliane e suas colaboradoras, além de um grupo de revisoras técnicas (Aline Sardinha, Conceição Santos, Giselle Couto, Juliana D’Augustin, Liliane de Carvalho, Lívia da Silva de Santana, Patrícia de Souza Barros, Sanya Franco Ruela e Viviane Rosa Marinho), trabalharam arduamente na editoração desse periódico (para conhecimento mais detalhado desse trabalho, ver Falcone, 2007). Uma vez que a próxima gestão da FBTC se mudaria para outra cidade em 2005, foi necessária a criação de uma associação no Rio de Janeiro para dar continuidade às próximas Mostras. Assim, foi fundada a Associação de Terapias Cognitivas do Estado do Rio de Janeiro (ATC-Rio), tendo Helene Shinohara como presidente e como criadora do nome desta associação (Falcone et al., 2012).

O saldo atual e as perspectivas futuras

O crescimento da TCC no Rio de Janeiro teve início com poucos profissionais envolvidos em ensinar e praticar essa abordagem, superando muitos desafios. Observa-se que esse crescimento se acelerou a partir da organização de associações científicas, da ocupação de alguns profissionais em universidades e em instituições de saúde, da organização de eventos científicos e das publicações científicas. A ATC-Rio, inicialmente criada para atender à demanda de organização das Mostras de TCC, constitui-se como pioneira no Brasil, incentivando a organização de outras ATCs pelo país, por iniciativa da FBTC. Assim é que todas as ATCs são atualmente vinculadas à FBTC. Essa união tem sido bastante profícua, contribuindo para o crescimento da TCC em todo o Brasil. A criação do grupo de trabalho (GT) intitulado: Pesquisa básica e aplicada em uma perspectiva cognitivo-comportamental, aprovado para o XV Simpósio da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Psicologia (ANPEPP), realizado em maio de 2014, constituiu um grande avanço para a pesquisa brasileira em TCC e para o fortalecimento da FBTC e das ATCs. Dos 29 pesquisadores brasileiros e estrangeiros que compõem o referido GT, oito são do Rio de Janeiro. Atualmente verifica-se através das publicações nacionais, que a quantidade de mestres e doutores, bem como de terapeutas formados em TCC se multiplicou consideravelmente. Vários são os cursos de formação e de especialização oferecidos no Rio de Janeiro. Deve-se reconhecer que esse crescimento não se deu somente pelo trabalho dos profissionais pioneiros mencionados nesse texto. A popularidade e o reconhecimento da TCC como uma abordagem baseada em evidências em todo o mundo também tem o seu papel nessa conquista. Entretanto, a fundação de uma associação científica, da organização de eventos científicos, do espaço ocupado em instituições, de pesquisa, de publicações e de uma grande motivação para transmitir conhecimento são requisitos fundamentais para que uma corrente de pensamento possa florescer. A história da TCC no Rio de Janeiro tem pouco mais de 50 anos. Embora ainda jovem, já está estruturada para realizar novas conquistas. A ATC-Rio, em integração com a FBTC, representa um espaço considerável de intercâmbio científico para atingir esses objetivos. As Mostras realizadas no Rio de Janeiro têm sido de fundamental importância para o desenvolvimento de clínicos e pesquisadores, bem como para o intercâmbio científico e a produção de conhecimento na área.

Referências Bibliográficas

  • Beck, A. T.; Emery, G. & Greenberg, R. L. (1985). Anxiety disorders and phobias. Acognitive perspective. New York: Basic Books.
  • Beck, A. T.; Rush, A. J.; Shaw, B. F. & Emery, G. (1982). Terapia cognitiva da depressão. Rio de Janeiro: Zahar.
  • Dobson, K. S. & Scherrer, M. C. (2004). História e futuro das terapias cognitivocomportamentais. Em: P. Knapp (Org.) Terapia cognitivo-comportamental na prática psiquiátrica (pp. 42-57). Porto Alegre: Artmed.
  • Falcone, E. M. O. (2006). As bases teóricas e filosóficas das abordagens cognitivo-comportamentais. Em: A. M. Jacó-Vilela; A. A. L. Ferreira & F. T. Portugal (Orgs.). História da Psicologia. Rumos e percursos (pp. 195-214). Rio de Janeiro: Nau Editora.
  • Falcone, E. M. O. (2007). Editorial: Revista Brasileira de Terapias Cognitivas (RBTC). História e panorama atual. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 3, 11.
  • Falcone, E.M.O., Oliva, A.D. & Figueiredo, C. (2012). Dez anos de produção de conhecimento: uma história de conquistas. Em E.M.O. Falcone, A.D. Oliva & C. Figueiredo (Orgs.). Produções em terapia cognitivo-comportamental (pp. 13-16). São Paulo: Casa do Psicólogo.
  • Malagris, L.E.N. (2012). Prefácio II. Em E.M.O. Falcone, A.D. Oliva & C. Figueiredo (Orgs.). Produções em terapia cognitivo-comportamental (pp. 11-12). São Paulo: Casa do Psicólogo.

História da ATC-Rio

Por Helene Shinohara e Bernard Pimentel Rangé

Durante os anos de 2003 e 2005 em que a diretoria da FBTC esteve no Rio de Janeiro, foram promovidos vários eventos que facilitaram a aproximação de estudantes e profissionais interessados em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A expansão da abordagem ficava mais visível a cada encontro científico e todos ansiavam pela oportunidade de aperfeiçoamento contínuo. Avaliou-se que seria importante a realização de um evento que pudesse divulgar a abordagem Cognitivo-Comportamental junto aos alunos de graduação, para que conhecessem uma alternativa de prática clínica baseada em evidências e pesquisas. O sucesso da 1ª Mostra de TCC organizada em 2003 deixou claro o interesse e a necessidade das pessoas terem um fórum anual para trocarem experiências, divulgarem pesquisas acadêmicas e discutirem casos clínicos. Tornar esse evento uma atividade regular na agenda dos cariocas foi um dos principais motivos de se fundar uma associação regional. Uma parte do grupo que estava à frente da diretoria da FBTC se mobilizou para que durante o Congresso Brasileiro do ano de 2005 fosse apresentada aos participantes a necessidade de se criar a Associação de Terapias Cognitivas do Estado do Rio de Janeiro (ATC-Rio). Na assembléia de constituição, foi lido e aprovado o estatuto assinado por 175 sócios-fundadores. A diretoria eleita foi constituída por Helene Shinohara (presidente), Paula Ventura (vice-presidente), Monica Duchesne ( tesoureira), Angela Donato Oliva e Cristiane Figueiredo(secretárias). A partir daquele momento, a Mostra de TCC se tornou o evento oficial da nova associação. Uma média de 400 profissionais e estudantes da cidade e do Estado do Rio de Janeiro, bem como de outras regiões do país, se encontram nos auditórios da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) em setembro. Vale ressaltar que as parcerias com esta Universidade e com a Editora Casa do Psicólogo favoreceram a realização das Mostras com valores de inscrição acessíveis a grande parte dos estudantes universitários. Criou-se assim um caminho permanente para o conhecimento e expansão da abordagem. O apoio da FBTC respaldou a seriedade do trabalho que estava sendo feito. Esta experiência positiva levou, posteriormente, à criação de outras ATCs regionais, todas sob as diretrizes da Federação Brasileira. Também as jornadas organizadas sobre diferentes temas e com profissionais brasileiros e estrangeiros, ao longo do ano, fizeram parte do cronograma de eventos. Tivemos em 2005 a realização da 1ª Jornada da ATC-Rio: Atualização em Transtornos Alimentares e Obesidade: novas perspectivas, com diversos palestrantes, psicólogos e psiquiatras. Em 2006, trouxemos um convidado internacional para a 2ª Jornada, Robert Friedberg falando sobre Cognitive Behavioral Therapy with children and adolescents. Em 2007, a 3ª Jornada teve vários palestrantes médicos, psiquiatras e psicólogos especilaistas em Sexualidade e Relações Interpessoais. Em 2008, Tom Borkovec foi o palestrante internacional convidado para a 4ª Jornada: Treatment of Generalized Anxiety and Chronic Worry: Behavioral, Cognitive, and Interpersonal Strategies. Em 2009, a 5ª Jornada foi apresentada pelos palestrantes Isabella Souza e William Berger: Atualização Psicofarmacológica para Psicólogos. Em 2010, a 6ª Jornada teve Margareth de Oliveira como conferencista: Modelos de tratamento psicoterapêutico na Dependência Química. Em 2011, a 7ª Jornada teve Paula Rui Ventura como expositora: Transtorno de estresse pós-traumático: Intervenções Cognitivo-Comportamentais. Todas as jornadas foram avaliadas como excelentes pelos participantes. A primeira diretoria foi reeleita e permaneceu à frente da ATC-Rio por mais três anos, entregando seu legado para uma nova diretoria em 2011. Angela Donato Oliva (presidente), Eliane Falcone (vice-presidente), Cristiane Figueiredo (tesoureira), Juliana D`Augustin e Vanessa Dordron de Pinho (secretárias) se comprometeram a dar continuidade à expansão da TCC no Estado e à agregação de seus membros. Realizaram as Mostras entre os anos de 2011 e 2013. Em 2012, foi realizada a 8ª Jornada com Lucia Novaes como conferencista: Uma compreensão do estresse e contribuições para as terapias cognitivo-comportamentais. No mesmo ano de 2012, foi realizado um Workshop com Irismar de Oliveira: Terapia Cognitivo Processual. Em 2013, a 9ª Jornada foi apresentada por Ricardo Wainer: Trabalhando com os Esquemas em Terapia Cognitivo-Comportamental. Em 2014, a 10ª Jornada foi apresentada por Renato Caminha e Marina Caminha: Ferramentas terapêuticas na clínica cognitiva com crianças e adolescentes. No ano de 2012 a ATC-Rio estava realizando a 10ª Mostra. Eliane Falcone propôs a organização, juntamente com Angela Donato Oliva e Cristiane Figueiredo, de um livro em comemoração aos 10 anos de Mostras. Ele se traduziu no esforço de reunir e atualizar os principais trabalhos apresentados durante os dez anos de Mostra de TCC. A Casa do Psicólogo editou o livro “Produções em Terapias Cognitivas”, que foi lançado na décima Mostra, e conta com 50 capítulos e mais de 80 autores. Foi uma obra coletiva da qual muito nos orgulhamos e que se revelou um sucesso entre os profissionais e estudantes com interesse nos temas e na abordagem. Esta iniciativa registrou permanentemente a crescente produção acadêmica e clínica de nossos associados. Além do livro, a 10ª Mostra se notabilizou como um evento que reuniu a Presidente da FBTC, professora Carmem Beatriz Neufeld como uma das palestrantes. Ao lado dela, trouxemos uma convidada internacional, professora Margarida Matos, da Universidade do Minho, Portugal, que fez uma belíssima conferência. A professora Cristina Miyazaki, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto foi outra expositora presente na 10ª Mostra. Nos anos de 2011 e 2012, a Mostra foi realizada em dois dias, sendo o primeiro composto por mini-cursos, uma novidade que teve grande aceitação por parte dos participantes. A ATC-Rio ainda participou ativamente da elaboração do estatuto unificado da FBTC (Federação Brasileira de Terapias Cognitivas) e foi a primeira entidade local a estar com o novo estatuto e ter cumprido as demais exigências para ser uma afiliada da FBTC. O estreito diálogo mantido com a FBTC fortalece ainda mais a ATC-Rio. Com isso, todos os eventos que têm sido realizados aqui têm recebido forte apoio de todos os colegas do Brasil. Agora a diretoria eleita em 2014 (Aline Sardinha como presidente, Maria Amélia Penido como vice-presidente, Antônio Carvalho como primeiro tesoureiro, André Pereira como segundo tesoureiro, Marcele Carvalho como primeira secretária e Patrícia Barros como segunda secretária, além dos membros suplentes) assume com total dedicação e planos de fortalecimento dos objetivos da ATC-Rio. Vamos em frente!

Às onze horas e trinta minutos do dia vinte e dois de abril do ano de dois mil e cinco, no Hotel Rio Othon, situado à Avenida Atlântica, 3264, Copacabana, Rio de Janeiro, foi oficialmente aberta a Assembleia Geral de Fundação da Associação de Terapias Cognitivas do Estado do Rio de Janeiro (ATC-Rio). Esta associação teria finalidades sociais e educacionais e atuaria como representante dos profissionais e estudantes da área das Terapias Cognitivas no estado do Rio de Janeiro, trabalhando para a divulgação e o aprimoramento profissionais dos terapeutas de nosso estado.

Estavam presentes à referida Assembleia, sendo, assim, sócios fundadores, os seguintes:

 

Adriana Fernandes Caparelli Dáquer
Adriana Nunan do Nascimento Silva
Alberto Carneiro Barbosa de Souza
Alberto Cleiman
Aline Falcone Naice
Aline Sardinha
Ana Claúdia Côrrea de Ornelas Maia
Ana Claudia de Azevedo Peixoto
Ana Lucia Novais Carvalho
André Luiz dos Santos Pereira
Andréa Mendes Rodrigues
Andréa Peorazzi P. da Fonseca
Andreia de Araujo Martins
Angela Alfano Campos
Ângela Donato
Antonio Carlos Costa Carvalho
Arimar Luzanila V. Ramos
Aurineide Canuto C Fiorito
Bernard Range
Bruna Brandão Velasques
Bruno de Oliveira Galvão
Camila Benvenuto Costa
Camila Martiny Costa
Christina Nathalia Barbosa de Carvalho
Cintia Junqueira Nordskog
Clarice Cassuriaga Dias
Claudia Alves Macieira
Claúdia Regina Quintanilha da Costa
Conceição Santos Fernandes
Cristiane Figueiredo Araujo
Cristiane de F. Costa
Cristine Fares Maia
Daniele C de Andrade Aglio
Danielle da Cunha Motta
Danielle Goldrajch
Débora Ventura Bezerra
Denise Rodrigues
Djenane Brasil da Conceição
Eduardo Drummond Passos
Elaine Caiado
Eliane Mary de Oliveira Falcone
Fabiano Airão Barboza
Fátima Azevedo Ignácio
Fátima Maria Monteiro de Campos
Fernanda Barud Casqueira Pimenta
Fernanda Coutinho
Fernanda Martins Pereira
Flávia Areias Vieira Costa
Flávia Miele Araújo
Flavia Pinheiro Pires
Flaviany Ribeiro da Silva
Francisco José Macedo
Gabriela Malamut
Giselle Couto Costa
Glória de Fátima Araujo Moxotó
Guilherme F. Falcone
Helene Shinohara
Ilka Cristina de Souza Telles
Isabela Dias Soares
Isaura Cristina Azambuja de Oliveira Rocha
Iula Pereira Pimentel
Jessye Almeida Cantini
Juliana Caversan de Barros
Juliana Evangelho Gonçalves
Juliana Furtado D`Augustin
Katia Vega Kestenberg
Kerma Resende
Kícia Maria Cunha de Carvalho
Larissa Pereira dos Santos Genú
Lêda Souza e Souza
Liliane de Carvalho
Lívia da Silva de Santana
Lucia Emmanoel Novaes Malagris
Luciana Azevedo Damasceno
Lyla Collares dos Santos
Manoel Lopes de O. Neto
Manuelito Medeiros da Silva
Marcele Regine de Carvalho
Márcia de Souza Cardoso
Marcia Maria Maia Wanderley
Márcia Maria Tiengo
Márcio Amorin Feitoza
Marcio Soares Dulce
Marco Aurélio do Nascimento
Maria Alice de Castro
Maria Amélia Penido
Maria Angélica Regalla Patrão
Maria Beatriz da Cunha Korndorfer
Maria Carolina H. Labra
Maria de Fátima Gomes
Maria Helena de Castro Zeitoune
Maria Rachel Escocard
Mariana Vaz Caetano
Maurício Canton Bastos
Maurício Leal Araújo
Michela de Souza Cotian
Michelle Nigri Levitan
Milena Vasconcelos Martins de Jesus
Miriam Marinho Mendes
Mônica Duchesne
Monique Bertrand Cavalcanti
Monique Carvalho Penna
Nancy da Costa Ferreira
Nathalye Siqueira Crespo de Azevedo
Neli Passos da Silva Bernardo
Nely Maria dos Santos de Castro
Patrícia Alves Costa Braga
Patrícia Ribeiro Porto
Paula Regina Meira de Carvalho
Paula Barreto Pereira Soares
Paula Rui Ventura
Paulo de Tarso Feital de Queiroz
Priscila Tenenbaum
Rachel Shimba Carneiro
Raphael Fischer Peçanha
Regina Abramoff
Renata Alexandre Monteiro da Silva
Renata Ribeiro Alves Barboza Vianna
Renato Curty Monteiro da Luz
Rita de Cassia Cotrim Motta
Roberta Costa Caminha
Roberto Rezende
Rosemary Gomes de Mello
Sandra Maria Prata Picanço
Sandro da Silva Valle
Sergio Garbati Gorenstin
Silvia Maria F Machado
Sílvia Maria Melo Gonçalves
Silvia Regina de Paula Nunes
Solange Sales Pereira Tavares
Sueli Viana de Freitas
Suzana C. M. V. Rodrigues
Sylvia Solange de Souza e Silva Cardoso
Tania Maria Netto
Tatiana Targino Alves Bandeira
Thiago Teixeira do Valle
Vanessa Cyrillo dos Santos
Vera Lúcia de Araújo Ponte
Verônica Miranda
Veronica San Sebastian de Carvalho
Viviane da Rocha Gripa
Viviane Rosa Marinho
Waldenice de Aguiar Machado
Walter Fernando da Silva

Contatos

ATC-Rio está disponível para estudantes, profissionais e ao público em geral interessados em TCC.

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